Nem tudo o que você sente precisa de um nome para começar a fazer sentido.
Pode ser ansiedade, um cansaço que não passa, dificuldade de decidir, ou a sensação de reagir sempre do mesmo jeito. Cada uma dessas experiências pode trazer alguém para a terapia — nenhuma delas resume quem essa pessoa é.
O que pode levar alguém à terapia individual
Não como diagnóstico — como ponto de partida.
Quando a ansiedade ocupa espaço demais
Uma sensação de alerta constante, dificuldade de desligar, ou preocupação que parece sempre um passo à frente.
Quando o cansaço não passa com descanso
Especialmente quando vem de um contexto de trabalho exigente, e já não é só uma questão de dormir mais.
Quando a tristeza se instala por mais tempo do que parece razoável
Desânimo persistente, perda de interesse ou uma tristeza que permanece podem fazer parte de um quadro depressivo ou de outras alterações do humor. Compreender o que está acontecendo exige olhar para a experiência de cada pessoa, não apenas para um sinal isolado.
Quando as mesmas escolhas se repetem
Decisões que custam a vir, ou reações e relações que parecem seguir sempre o mesmo roteiro, mesmo quando a pessoa gostaria de outro resultado.
Quando atenção, organização e ritmo parecem exigir esforço demais
Questões relacionadas ao TDAH também podem atravessar a vida adulta de formas diferentes. Quando um diagnóstico de TDAH ou uma hipótese clínica fizer parte da história, isso pode ser considerado no trabalho sem transformar toda a experiência da pessoa em TDAH.
Quando a vida muda de fase
Mudança de papel ou identidade, aposentadoria, ninho vazio, tornar-se cuidador de alguém — ou simplesmente uma fase que pede outro tipo de autonomia.
Um diagnóstico não é a história inteira
Um diagnóstico pode ser útil — para entender melhor o que está acontecendo, orientar o trabalho ou conversar com outros profissionais, quando isso fizer sentido. Mas ele nunca é suficiente para explicar uma pessoa inteira, e não é isso que a terapia individual busca fazer primeiro.
Dependendo do que estiver sendo vivido, uma avaliação médica ou psiquiátrica e o cuidado em conjunto com outros profissionais também podem ser importantes. Essa indicação não é automática: ela é considerada quando houver necessidade clínica.
O que acontece nas sessões
O ponto de partida é compreender o que está acontecendo a partir da sua própria experiência — não encaixá-la numa categoria pronta. Aos poucos, isso costuma abrir espaço para perceber com mais clareza os próprios padrões, tomar decisões mais conscientes e encontrar formas diferentes de lidar com o que antes parecia repetitivo ou automático.
O objetivo não é que você dependa da terapia para sempre — é construir, com o tempo, mais autonomia sobre a própria vida. Conheça mais sobre como eu trabalho.
Não precisa estar tudo claro para começar
Você não precisa chegar sabendo exatamente o que está sentindo, nem ter um nome para isso. Isso também pode fazer parte do processo.
Atendo na Vila Olímpia, em São Paulo, e também online.